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Às vezes, dá até um pouco de medo do quão longe os roteiristas de Supernatural estão dispostos a levar a mitologia da série.
Spoilers Abaixo:
‘I Believe the Children are our future’ começou lento, no mesmo ritmo nostálgico do episódio anterior. Cidade do interior onde as mentiras que os adultos contam para as crianças, por alguma estranha razão, se tornam realidade. Poderia ser facilmente confundido com apenas mais um episódio filler, leve e divertido. Pena que o promo no final do episódio anterior estragou a surpresa.
A partir do momento em que Sam e Dean batem na porta da mãe biológica do menino que supostamente é a fonte dos problemas sobrenaturais da cidade o ritmo do episódio muda drasticamente. Assistimos Julia jogar sal nos irmãos Winchester e se espantar que eles não sejam demônios; Ouvimos ela contar que foi possuída por um demônio durante os 9 meses de gestação; E então, surge Castiel para confirmar o que muitos a essa altura do episódio já suspeitavam: o menino simpático que a série nos apresentara algumas cenas atrás é o anticristo.
Gostei muito de como a série desenrolou o dilema de que atitude tomar quanto à criança que poderia causar a destruição de tudo e de todos. Eu fiquei perdida, sem saber o que fazer quando nenhuma das opções parecia ser certa. Restringi-me apenas a assistir ao restante do episódio, sem saber quem estava certo, o que iria acontecer, ou até mesmo o que eu queria que acontecesse.
E aconteceu tanta coisa. Destaque para atuação de Gattlin Griffith, que esteve ótimo como o Jesse/anticristo. Ele surpreendeu na cena em que começa a demonstrar o quão poderoso realmente é, conferindo ao personagem um impressionante o tom ameaçador. E emocionou no momento em que Jesse foi colocado em frente a uma decisão que ele certamente não tinha maturidade para tomar. O final foi excelente e deixou claro que essa não é a última que veremos o menino.
Só está me cansando um pouco essa trama recorrente do Sam enxergar-se nos dramas de outros personagens. Isso vem desde a primeira temporada over and over again, já está na hora da série desenvolver as emoções do personagem de outra forma.
É realmente dá um pouco de medo o quão longe os roteiristas estão dispostos a levar a mitologia da série. Felizmente, eles sabem o que estão fazendo e todas essas ‘maluquices’ tem se encaixado perfeitamente na trama. Supernatural só melhora e essa temporada tem tudo para ser a melhor da série. Aliás, ela bem que podia encerrar Supernatural com chave de ouro, não?

Supernatural – 5×06: I Believe The Children Are Our Future